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Quanto tempo dura a sua paciência? Conte até 10 (ou 11, 12)


Dr. João Maurício Scarpellini Campos
Talvez você já tenha estado do lado da plateia que faz cara feia, balança a cabeça e critica os pais da criança que, atingida pelo NÃO irrevogável ao exigir um doce ou um brinquedo, promove um show no super mercado ou no shopping ao se atirar ao chão e ficar aos berros. Se hoje você tem filhos, das duas uma: ou já protagonizou um episódio bem parecido ou não deve tardar em enfretá-lo.
O comportamento é típico do desenvolvimento infantil e ilustra uma das tantas situações em que as crianças testam, e acabam com, a paciência dos pais. Passada essa fase, vem outras, perpetuando o exercício da tolerância pela adolescência afora. Contar até 10 e tentar refrear a fúria nem sempre funciona e o adulto não deve se martirizar com a culpa quando os ânimos serenarem. Fique tranquilo: uma vez ou outra todo mundo sai do sério, grita, se exalta. Só não faça disso uma rotina.
Quando não for possível encontrar uma solução a tempo de evitar uma briga, o ideal é conversar, entender os motivos da reação do outro e tentar prevenir repetições. Eis algumas dicas para evitar a perda de paciência dos pais.
Organização
O que tira a paciência - Brinquedos espalhados, roupa embolada no armário, toalha molhada em cima da cama.
Como agir - Regras de convivência estipulando direitos e deveres tornam mais agradável o dia-a-dia da família. As escolas reforçam muito a organização que deve ser incentivada também em casa. A criança pode tirar tudo do lugar, espalhar pelo chão desde que recolha depois. Faça dessas tarefas algo prazeroso, ensinando a importância de cuidar das próprias coisas e não uma punição. Mostre as consequências da falta de organização. Quem guarda um jogo em um lugar diferente a cada dia nunca sabe onde encontrá-lo e quando não estende a toalha após o banho pode ter que se secar com uma toalha molhada. Reforce essas regras sempre, para que o quarto e o restante da casa não se tornem intransitáveis.
Eles acham que sabem tudo
O que tira a paciência - Adolescentes teimosos ou os que nao se dedicam aos estudos.
Como agir - Em discussões intermináveis com argumentações sem fim, procure ser equilibrado e não recorrer à prática pura e simples de autoritarismo. Explicar as razões das proibições, além de ser um exercício de paciência, é fundamental para a educação de seu filho. Há temas negociáveis em cada família e você deve deixar isso bem claro. Mas deve também ceder quando se der conta de que seu filho tem razão. Quanto aos compromissos da escola, é imprescindível estabelecer uma rotina desde os primeiros anos escolares - é preciso ter horário e local para estudar todos os dias, não somente às vésperas das provas. A dedicação ao colégio é inegociável e cabe aos pais acompanhar o que se passa na escola e cobrar um bom desempenho.
Dr. João Maurício Scarpellini Campos é pediatra
scarpellini@terra.com.br
comportamento

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