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As crianças estão fora de controle

Achei bem legal  essa matéria, eu lendo, parecia aqui em casa, eu pensei a qualquer momento vou ler meu nome rsrsr, mais fala a verdade esses pequenos tiram a gente do serio de vez em quando, uma dica, procure se divertir com tudo isso, se não vc pira, rsrsrs.
Tá vendo essa cena ai embaixo deixa eu contar uma, um dia eu estava sentada no sofá vendo televisão, quando vejo meu filho Daniel na época com uns 5 anos, o menino tava com os pés todos vermelhos, quando vir parecia sangue, olhei, me deu um tremor tão grande, questão de segundo é claro, até olhar para a cara do traquino e ele tava rindo, ai que olhei bem e vir que era tinta vermelha, minha nossa que alivio, mais quase morri de preocupação, rsrsrs.
Socorro! As crianças estão fora de controle
 Na sala, os irmãos brigam, correm e gritam. Da cozinha a mãe esbraveja mandando-os parar enquanto tenta preparar o jantar. O pai chega, berra com os meninos e reclama com a mãe que não os consegue controlar. Eles nem ligam, e seguem a se provocarem. O pai bufa, a mãe se irrita, os filhos se agitam, instala-se o caos. Como controlá-los? 

A ciência comprova que para educar crianças equilibradas os pais devem demonstrar-lhe afeto, controlar o próprio estresse e ter bom relacionamento afetivo com o parceiro. Fácil? Não. 

Sabemos que vivemos acumulados de tarefas, pais, mães e filhos. A rotina de todos é pesada e a agitação do dia a dia contamina a todos. Há estímulos por todos os lados, o relógio nos vigia, os compromissos são intermináveis, todos correm e o trânsito para. Socorro! Leva para a natação, corre ao judô, vai para o Inglês, olha a tarefa, a chuva cai, a babá falta, o chefe reclama, o prazo expira, respira! 

Ao final do dia, o estresse irradia por todos os poros. Como conseguir ser afetivo, controlado e controlar? Voltemos a cena e a transformemos. 

Na sala, toca uma música calma, luzes indiretas iluminam o ambiente. Na cozinha, mãe e filhos preparam o jantar, cada um de acordo com a sua capacidade. A mãe incentiva-os criando tarefas lúdicas e interessantes. O pai chega e os filhos saem correndo para abraçá-lo. Ele os envolve em seus braços e os enche de beijos. Vai a cozinha, abraça e beija a esposa, e se prepara para também ajudar. 

Todos colocam a mesa, enquanto cantam e dançam descontraidamente. Todos riem. Sentam-se e falam das novidades do dia enquanto estão a jantar. 

- Mas Lígia, isso é família de propaganda de margarina!, reclama o leitor. Será? 

Não tenho dúvidas que para "controlar" os filhos, é preciso começar por nós, pais. Sabemos como o ambiente contamina a todos. Agitação gera agitação, gritos geram gritos, desrespeito gera desrespeito. Mas, amor gera amor, cumplicidade gera cumplicidade, paz gera paz, pode apostar. Todavia, isso não se dá de uma hora para outra. É construção diária e lenta. Invista.

Erotização Infantil



Mariana, 9 anos, acorda às 6:00h da manhã para se maquiar, se perfumar, pintar as unhas e ir à escola de mini-saia, tamanquinho e brincos. Foi parar no consultório da psicanalista, depois que os professores reclamaram do comportamento sensual e Marina com os coleguinhas, os quais provocava com beijinhos e toques corporais. Mariana é vítima da erotização precoce , fenômeno que atinge milhões de crianças. “A infância se caracteriza por ser o primeiro período de proteção e aprendizado. No Brasil, a fronteira entre liberdade e proteção parece não ter sido ainda delimitada. Em nome da maior liberdade com o corpo, nossas crianças estão tendo o direito à infância roubado. Esta situação de sensualização precoce provoca aumento de ansiedade nos pais, estimula a violência sexual infantil, a iniciação sexual precoce, a pedofilia e, nas classes baixas, a prostituição infantil”. A psicanalista gaúcha Norma Escosteguy, adverte que a sexualização precoce trará prejuízos emocionais e éticos sem precedentes. “Se a criança for estimulada a imitar a sexualidade adulta, sem condições reais para isto, o excesso de excitação poderá diminuir seu interesse e sua capacidade para pensar, para se sentir capaz, para se desenvolver gradativamente e para ter noções de sua identidade”.
A INFÂNCIA AS VEZES É ROUBADA PELOS PRÓPRIOS PAIS.
A multidão de crianças que rebolam eroticamente em festinhas e nas escolas está assustando psicanalistas e professores, que apontam os pais como responsáveis pelo que chamam de roubo da infância. Esta expressão também foi usada pela psicanalista Lulli Milman, que se diz chocada com a conduta pseudoliberal dos pais que, roubam a infância dos filhos para que eles realizem suas próprias fantasias sexuais.
“Tomo conhecimento de casos que estão me assustando. Um exemplo é o de uma menina de 10 anos que disse à mãe que estava namorando um menino de sua sala. Esta mãe, a pretexto de “controlar” a situação, resolveu trazer o garoto para dentro de casa, para que eles namorem sob vigilância. Esta mãe está empurrando a filha para o sexo”.
MENINOS DE 10 ANOS JÁ PENSAM EM TER RELAÇÕES SEXUAIS
O número de meninos entre 10 e 11 anos que aparecem na clínica social da UERJ totalmente ansiosos para ter experiências sexuais, embora não tenham maturidade biológica para tanto, também assusta. “A angústia desses meninos é preocupante. Por que ao invés de brincar, eles deram este salto para a sexualidade genital que não têm condições de realizar”. A coordenadora Rosa Martins, do jardim Escola Vilhena de Moraes, no Leblon, Rio de Janeiro, disse que chamou a atenção de uma mãe que transformou a bermuda da escola da filha de 5 anos num “shortinho sexy”. “A mãe cortou até o logotipo do colégio, que fica na barra da bermuda. Tive que dizer a ela que não podia mutilar o uniforme. Tem cabimento uma menina vir para a escola com o bumbum quase de fora? Os pais devem ter discernimento para dar limites ao que é oferecido pela TV. Por que comprar botas e tamancos, que prejudicam o movimento da criança? “Os pais têm que aprender que o bem estar da criança vem em primeiro lugar”.
O QUE OS PAIS DEVEM SABER
APRENDIZADO:
A psicóloga Sofia Sarué, explica que a faixa etária dos 5 aos 12 anos é chamada de fase de latência, período em que as questões relativas à sexualidade ficam submersas, para que a criança possa desenvolver os seus ideais estéticos, o raciocínio matemático e entre no mundo das letras. O estímulo à sexualização nesta idade poderá trazer prejuízo imediato ao aprendizado da criança, especialmente ao processo de alfabetização.
TELEVISÃO:

Norma Escosteguy lembra que a criança se forma a partir de sua experiência com os pais. A TV e seus personagens não conseguem preencher os vazios deixados pela ausência de companhias adultas afetivas e pensantes, o que realmente enriquece as relações humanas. A responsabilidade pela erotização precoce não seria da TV, mas dos pais que deixam os filhos assistirem a programas impróprios.
RISCOS:

Uma criança erotizada pelos pais na infância vai deslocar para a sexualidade toda a sua afetividade. Ao chegar na adolescência, quando os impulsos conduzem naturalmente à sexualidade, esta criança poderá lidar com questões sexuais de maneira precipitada, patológica, correr risco de contrair doenças graves. O pior dos prejuízos serão as relações pouco gratificantes e efêmeras, que não alcançam a afetividade, ausente em toda a infância.
DEPRESSÃO:

O excesso de estímulo sexual pode gerar um efeito oposto na chegada à puberdade. Sofia Sarué diz que a mãe que insiste em ser Tiazinha através da filha, porque já não tem corpo ou idade para tanto, ou o pai que empurra o filho para desejar a Tiazinha, porque já não consegue se expressar sexualmente, podem criar um adolescente inibido, que não sabe lidar com sua sexualidade, prefere o isolamento e é vítima de violentas depressões.
Fonte: http://cantinhodoludico.blogs.sapo.pt/2010/07/

Animal ideal para as crianças

Foto: Getty Images
Não tenha a ilusão que a criança vai cuidar sozinha do animal. Cães exigem cuidados especiais
Foto: Getty Images
Uma atitude muito comum entre as crianças, especialmente a partir dos três anos de idade, é pedir aos pais um bichinho de estimação. Só de pensar em ter um animal em casa muitas mães se apavoram: além da sujeira, há os gastos extras com veterinário e ração e até com o risco de transmissão de doenças para os filhos. No entanto, essas dificuldades são compensadas com muita vantagem diante dos benefícios trazidos pelos bichinhos para a garotada, garantem os especialistas.

Muito mais do que diversão, essa convivência ajuda os pequenos a amadurecer noções de proteção, responsabilidade e afeto. Foi o que pôde constatar a professora Maria José Marra, que presenteou o neto Caio Augusto, de 4 anos, com um cãozinho. ''É impressionante o cuidado que ele tem com a saúde do cachorro. A toda hora me pede para trocar a água e me pergunta se já dei a comidinha.''

A melhora do comportamento infantil é mais um benefício. Ao ver que seu mascote tem hora para comer e sair de casa, que precisa fazer suas necessidades no lugar certo e ser obediente, a criança se conscientiza de que as regras existem para ser respeitadas. Durante o processo de conquista da amizade do bicho, também são fortalecidos valores como o respeito e a tolerância. ''A criança percebe que o animal não é brinquedo e que não pode machucá-lo se quiser o carinho dele'', explica a psicóloga Daniela Zanuncini.

Ceder ao desejo dos filhos e comprar logo um animal nem sempre dá certo. É preciso que todos na casa estejam convencidos dessa decisão. ''Do contrário, vão culpar a criança a cada erro do bicho'', explica. Veja no quadro algumas dicas para escolher o melhor bicho para sua casa.
Fonte: M de Mulher

Férias para as Crianças

Para as crianças, as férias são muito aguardadas e significam um período longo de descanso e diversão. É tempo de esquecer um pouco a escola e só pegar em cadernos daqui a um mês.




Essa folga toda, porém, assusta um pouco os pais, que não sabem oque fazer para distrair as crianças. A boa notícia é que existem, sim, diversas formas interessantes de entreter a garotada e ainda reforçar os laços familiares, só é preciso um pouco de dedicação, sem largar a tarefa para o videogame, TV ou computador.

Você precisa de

O segredo é não encher a criança de compromissos e, ao mesmo tempo, também não a deixar totalmente desorientada. O ideal, portanto, seria programar viagens, passeios culturais, visitas aos amigos e afins, mas sem lotar os dias de seu filho a ponto de nunca deixá-lo sozinho e livre para escolher o que quer fazer.
Os pais podem e devem co-responsabilizar os filhos por suas férias, perguntando a eles o que querem fazer. O equilíbrio também é bem-vindo na seleção de atividades, invente jogos coletivos, que podem ser muito divertidos.

Importante

O problema aparece em dias de chuva, quando é preciso utilizar a imaginação. Nesses casos não há problema em recorrer a filmes na TV ou video-games, pois agradam bastante as crianças. Entretanto o cuidado com exageros é necessário, pois essa atividade pode causar até danos a visão.

comunidade bem viver

mamae, papai noel existe?

Mamãe, Papai Noel existe? Quando contar a verdade para seu filho

papai noel
‘Mãe, Papai Noel existe?’ Que mulher nunca ouviu essa pergunta do filho pequeno ou teme escutá-la a qualquer instante? Dezembro, além de ser o mês mais corrido do ano, é o momento em que mães e pais do mundo inteiro correm o risco de serem confrontados com essa polêmica questão. Afinal, qual é a idade certa de contar aos rebentos que o velho barbudo não existe?

Leda Pelegrini, a diretora pedagógica do Espaço Educação, colégio na Zona Sul carioca, é categórica. “Não tem idade certa. É algo muito pessoal e depende cada criança”, diz ela.

Manuela Gusmão tem 5 anos e ainda acredita em Papai Noel. “Acho legal, é importante para o universo simbólico dela”, diz sua mãe, a professora de inglês Cristiana. “Já tem muita realidade para as crianças lidarem nos dias de hoje. Pais que trabalham fora, muita televisão... O fato de a Manu acreditar é bacana, pois ela fantasia, escreve a cartinha, fica esperando, o processo todo é uma delícia”, analisa a mãe.

'Papai Noel é o que tem melhor dentro da gente'
Leda fala de sua experiência no Espaço Educação: “Tem criança de 10 anos que ainda acredita e outras bem menores que já não aceitam. A mãe precisa desenvolver uma sintonia fina com o filho e perceber o momento certo de falar. O espírito de Natal não nasceu à toa, fala do afeto, do cuidado com o outro, e isso é muito bacana. Papai Noel é o que tem melhor dentro da gente”.

Ana Nogueira, assistente de marketing e mãe de Lucca, de 3 anos, descobriu recentemente que seu filho não acreditava mais no Papai Noel. “Quando fui chamá-lo para escrever a cartinha pedindo o que desejava ganhar, ele respondeu na lata: ‘Mãe, Papai Noel não existe. Você é que tem que comprar os presentes’. Fiquei arrasada. Eu acreditei até os 7 anos e foi tão bom... Mas procuro estimular nele a solidariedade, a importância de a gente doar brinquedos e roupas nessa época do ano”, conta ela.

A pedagoga Leda ressalta uma questão importante: “Apesar da comercialização do Natal e com a sociedade voltada para o consumo, é importante estimular a magia e o mistério natural das crianças. A doação, a generosidade e a solidariedade, isso sim, devem permanecer pra sempre”.

Agressividade Infantil

Como lidar com crianças agressivas? O que se deve fazer? Qual o papel dos pais diante desse problema que atinge várias classes e lares? Para entender melhor, precisamos ouvir a opinião de especialistas no assunto.

Por mais tolerância que os pais tenham, há dias em que o comportamento do filho parece insuportável, e eles sentem que podem perder o controle da situação. Essa é uma das razões para se dizer que a agressividade infantil ainda é um tema delicado de ser tratado, porque revela o comportamento e a própria personalidade da criança.

De acordo com a psicóloga Patrícia Spada, pode ser difícil para alguns pais que não têm familiaridade ou intimidade com sua própria agressividade. Quando não há causa física (doença, hospitalização, cirurgia) que a justifique, a agressividade da criança aparece como uma reação aos problemas da família.

Antes de tudo, é importante se questionar também a respeito das dificuldades pelas quais a família está passando, como por exemplo problemas financeiros, separação, mudança de casa ou escola, perda de um ente querido, etc.
Isso acaba envolvendo diretamente os pais, pois eles tendem a encarar seus conflitos e os dos filhos como fracasso ou incompetência. "Todos os seres humanos têm um impulso agressivo. A agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade das pessoas, e ela começa no berço, quando ainda se é um bebê. Portanto, é algo natural", explica a psicóloga.

Cada ser humano é singular em seu desenvolvimento e as reações e comportamentos são herdadas geneticamente desde o feto. A psicóloga Patrícia aborda um pouco mais do que pode se considerar as causas desse comportamento:
Como identificar?

A especialista diz que as crianças se machucam muito ou que sofrem "acidentes" com freqüência estão revelando um tipo de comportamento de risco. Este comportamento mostra que algo não está indo bem, seja por desconsiderar situações de perigo ou por envolver-se nelas "sem querer".
A violência doméstica é um dos fatores mais determinantes para o desencadeamento de transtornos mentais na criança, uso de drogas, roubo, furto e transtornos alimentares como, por exemplo, a obesidade.

"Os pais devem ficar muito atentos, pois comportamentos agressivos são voltados para a própria criança. Quando é algo mais explícito e que envolve o meio social, é necessário que eles entendam o que está acontecendo com seu filho e o que o faz reagir ou agir de tal forma", ensina a psicóloga.

Outra maneira é pôr limites bem claros, ensinando a criança a colocar-se no lugar de quem foi machucado por ela e, com isso, desenvolver um sentimento de empatia que a faça administrar melhor os seus impulsos agressivos.

Um recado para os pais
Do blog da Professora Rê: "O comportamento agressivo é normal e deve ser vivido pela criança. Na infância, são normais os ataques de agressividade. O que acontece é que algumas crianças persistem em sua conduta agressiva e em sua incapacidade para controlar seu gênio forte, podendo sentir-se frustrados diante do sofrimento e da rejeição dos demais. Segundo as teorias do impulso, a frustração facilita a agressão. O comportamento agressivo da criança é normal e deve ser vivida por ela.
O problema é saber controlá-lo. Muitas vezes a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ele e controlar seus impulsos agressivos, já que não pode com tudo isso. Por isso, a criança necessita de um “não faça isso” ou “pare com isso”. As crianças, às vezes pedem um enfrentamento. É como se pedissem emprestado um controle ao seu pai ou mãe. Do mesmo modo que os pais ensinam a caminhar, a falar, a comer, etc., aos seus filhos, devem ensinar a controlar sua agressividade."
Controlar a agressividade da criança

Deve-se ter cuidado somente para que a criança não se converta em um terrorista ou submisso (no sentido de não ter atitudes, nem saber se defender), nem permitir tudo nem devolver sua agressividade com outra agressividade. A teoria da aprendizagem social afirma que as condutas agressivas porem aprender-se por imitação ou observação da conduta de modelos agressivos. É muito importante, por exemplo, que a criança tenha e encontre um bom modelo em seus pais.

As crianças se relacionam com os demais da mesma forma que fazem com seus pais. Se eles mantêm uma relação tranquila com os demais, é assim que a criança se portará diante dos seus amiguinhos. Se a relação é mais conturbada, provavelmente a criança seguirá esse modelo de comportamento.

Fonte: Pais&Filhos

Como reduzir pela metade a gordura na alimentação das crianças

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images
Cultivar nas crianças hábitos saudáveis é um desafio e tanto para a família. Além da rejeição natural dos pequenos a determinados alimentos, há ainda a correria do dia a dia, que faz com que nem sempre seja possível fazer receitas elaboradas, ou, mesmo, cozinhar para os filhos.
O resultado são refeições com alimentos industrializados ou lanches rápidos, repletos de gordura e outros ingredientes nocivos à saúde, que podem levar à criança não só à obesidade, como ocasionar uma série de doenças crônicas ainda na infância e em vida adulta. E olha que nem é preciso ter filho para se identificar com esse tipo de desafio de limar os alimentos calóricos e pouco nutritivos.
Pensando nisso, Elaine Pádua, especialista em nutrição de crianças e adolescentes e nutricionista do Ambulatório de Saúde do Adolescente do Hospital das Clínicas de São Paulo, elaborou dicas para reduzir em até metade a gordura na alimentação das crianças.
- Para minimizar a quantidade de gordura do cardápio da criança, não é preciso submetê-la a uma dieta rígida, basta apenas utilizar substituições simples, truques e receitas atrativas. Também não existe nada que seja proibido, mas, sim, que deva ser utilizado poucas vezes e com bom-senso.
- Alimentos industrializados e fast foods consumidos em excesso são os grandes vilões na alimentação infantil. É o que acredita a especialista, que afirma também não ser necessário extinguir totalmente esses alimentos da alimentação infantil, mas, sim, ter muito mais parcimônia ao consumi-los.
- Por praticidade, muitas mães acabam oferecendo produtos industrializados aos filhos, o que é extremamente prejudicial. Um dia ou outro é permitido, mas ter isso como regra é pôr em risco a saúde da criança. Já os fast foods são aceitos eventualmente, se no dia-a-dia a criança tiver um hábito alimentar saudável. Esses alimentos contribuirão com sabor e prazer, apenas. As mães devem limitar as idas às lanchonetes aos finais de semana e tentar equilibrar ao máximo a refeição, excluindo maionese e outros molhos, por exemplo.
- Outro inimigo da alimentação infantil são os doces. Largamente utilizados em alimentos industrializados, eles estão associados ao excesso de peso. Para a nutricionista, quanto mais cedo a criança adquirir o hábito de comer doces desenfreadamente pior é, pois fica mais fácil de se criar um costume ruim que persistirá por toda a vida.
- Por fim, Elaine Pádua alerta que a mudança de hábitos alimentares da família é a menor maneira de prevenir o excesso de gordura, e que o exemplo para uma alimentação saudável começa em casa, com os pais. De nada adianta ensinar a criança a comer salada, carnes magras, queijo branco, se os adultos têm como aperitivos salgadinhos, queijos á milanesa, salaminhos e oferta de tantos outros alimentos gordurosos.
(Por Monique dos Anjos).
Fonte: Abril com.br

O perigo mora ao lado

De acordo com pesquisa feita pelo Ministério da Saúde a cada ano mais de 140 mil

De acordo com pesquisa feita pelo Ministério da Saúde a cada ano mais de 140 mil crianças são internadas em hospitais da rede pública por causa de acidentes que acontecem dentro de casa, o que representa para o Serviço Único de Saúde (SUS) um custo no total de 63 milhões de reais. Alguns cuidados como, por exemplo, facas, tomadas, vidros, portas e outros objetos cortantes devem ser tomados. Os acidentes acontecem ainda com mais frequência no período de férias escolar, em que a criança fica mais tempo em casa. Os ferimentos mais comuns neste período são os esmagamentos de dedos e mãos em portas e janelas, queimaduras e cortes com vidros e objetos cortantes.
O melhor remédio para essa realidade é a prevenção. E prevenir pode ser simples, se o adulto adquirir a consciência de que as crianças não possuem noção do perigo, nem discernimento sobre o que é certo ou errado, lembrando também, que qualquer objeto aparentemente inofensivo pode se tornar uma arma poderosa na mão de uma criança.

Alguns cuidados

• MEDICAMENTO: Todo medicamento deve ser guardado em lugares altos e de preferência, trancados com chave. Nenhum medicamento deve ser tomado sem orientação médica.
• ESCADAS: As escadas devem possuir corrimão e o piso não deve ser liso. Quando as crianças forem pequenas e principalmente na época em que estão engatinhando ou começando a andar, procure colocar protetores e barreiras em todos os acessos da casa que levem à escada.
• JANELAS E SACADAS: Para quem tem crianças em casa e principalmente em apartamentos, devem ser colocadas grades ou redes de proteção. Muitos acidentes acontecem pela falta de proteção em janelas e sacadas.
• PISCINA: Crianças nunca devem ser deixadas sozinhas perto das piscinas. Em casa deve ser colocada tela de proteção ou grade em volta da piscina. Toda vez que a criança for nadar, em casa ou no clube, nunca deve deixar de usar bóias.
• COZINHA: As pessoas e muito menos as crianças não têm noção do perigo que a cozinha representa, por isso mantenha as crianças sempre longe. Criança não tem medo de fogo, nunca deixe as panelas com os cabos virados para fora do fogão. Cuidado também com vazamento de gás. Verifique sempre os botões do fogão e se as mangueiras do gás estão em ordem.
• PRODUTOS QUÍMICOS E MATERIAIS DE LIMPEZA: Por serem produtos altamente tóxicos e, muitas vezes, inflamáveis devem ser deixados em local de difícil acesso para crianças e animais. Nunca permita que crianças mexam com álcool ou outros produtos abrasivos e inflamáveis. A ingestão de certos produtos pode ser fatal.
• TOMADAS: Utilize sempre protetores especiais para as tomadas evitando assim choques e outros acidentes.
• OBJETOS PONTIAGUDOS OU CORTANTES: Facas, tesouras e outros objetos cortantes nunca devem ser dados às crianças. Mantenha esses objetos em locais fechados onde a criança não tenha acesso.
• FERRO DE PASSAR ROUPA: Nunca deixe o ferro ligado com o fio desenrolado e ao alcance das crianças. Além da alta temperatura, é perigoso por seu peso e eletricidade.



Fonte:Jornal Bem Viver

Previna-se contra o desaparecimento de crianças





Neste período de férias, viagens e festas o desaparecimento temporário de crianças aumenta. Os pais, ou responsáveis, devem ter atenção redobrada. A Fundação para Infância e Adolescência, a FIA orienta que as crianças devem usar uma identificação, antes de sair de casa. Veja abaixo algumas orientações da FIA:
• a criança deve usar uma pulseirinha com nome, telefone e endereço.
• os pais ou responsáveis devem segurar nas mãos da criança em local com multidão.
• para os adolescentes, ele orienta também marcar um ponto de referência.
• em caso de desaparecimento da criança, evite o pânico. O adulto deve procurar uma delegacia mais próxima e fazer um registro de ocorrência, imediatamente.


Como educar os filhos sem as palmadas?


Uma polêmica gira em torno de uma lei, ainda não aprovada no Brasil, sobre a proibição das palmadas na educação dos filhos.Afinal, as palmadas educam os filhos?

Os pais que optam pela não palmada,  estão conscientizados de que,  se deve procurar por meios cada vez menos ofensivos de educação mas,  para se obter maior êxito neste sentido, se faz necessário a observação de um especialista no assunto já que, a sensação que temos de que uma criança "amada será uma criança amável", nem sempre é verdadeira.

Sendo assim, esta postagem será baseada na opinião médica do Dr. Patrice Huerre, médico-chefe do serviço de psiquiatria da criança e do adolescente de Paris, Didier Pleux, psicólogo clínico e Stéphane Clerget, psiquiatra infantil, em entrevista ao Le Monde.

Aproveitem as dicas!

Defina regras 

Estabeleça um mural com regras específicas de comportamento e obrigações do dia a dia, neste,  deverá haver horários a serem cumpridos como, o horário da alimentação, organização do ambiente, estudos e lazer.

Para os menores de 7 anos,  as regras devem ser principalmente em relação às birras,desobediência e desrespeito.

Estabeleça punições coerentes

No momento da tensão, falamos o que não pensamos e,  acabamos  por esetabelecer punições ridículas do tipo: Você ficará um ano sem televisão! ...ou, nunca mais vou te deixar andar de bicicleta!

Como você não poderá cumprir com o que ameaçou, será facilmente desmoralizado e perderá o controle.

Para facilitar a sua vida e a compreensão das crianças, estabeleça uma punição no momento em que definir as regras.

Sabendo que,  poderão ficar um dia sem video game ou, sem o seu programa favorito, certamente não correrão o risco de infringir às regras novamente.

Antes de pensar em bater...

Ninguém dá palmadas em alguém quando se está calmo.Portanto se, lhe vier o nervosismo, dispense 5 minutos sozinha(o) para respirar e se acalmar.

Não permita que seu filho lhe veja fora de controle.Lembre - se que,  os pais são o espelho dos filhos e,precisam estar sempre centrados.

As crianças respeitarão e admirarão esta atitude.

Punição eficiente

O tipo de punição eficiente é aquela que, conscientiza a criança do próprio erro.

Limpar a bagunça que ela mesma fez uma, duas ou quantas vezes for necessário, fará com que a criança entenda que precisa parar de bagunçar, acredite, elas são capazes de assimilar isso!

Pedir desculpas é importante mas, a criança precisa entender por que está pedindo desculpas e, só então ela poderá se arrepender do mal feito e não repetirá o erro.

Se a criança começar a chorar sem motivo repreenda com firmeza e, aplique a punição combinada com a criança.Caso a criança chore por não ter a sua vontade atendida,  ignore até que se canse, vire as costas e saia de sua presença.Demonstre que tem outras ocupações realmente importantes e,  só volte a lhe dar atenção após o fim da choradeira.

Para as crianças acima dos sete anos vale a proibição ao uso do celular, computador ou mesada.Apenas tome cuidado para não acabar proibindo atividades que desenvolvam as crianças como esportes.

Gratifique

Quando a criança aprende a cumprir as regras ela merece uma gratificação, um reconhecimento e elogio.

Aproveite esse momento para fortalecer a união da família!

Boa sorte e perseverança na aplicação das regras!Os pais precisam ser bastante disciplinados para que a técnica dê certo. 
 
http://www.tekatun.com
 

Criança canhota




Houve um tempo em que, crianças canhotas eram obrigadas a aprender a ser destras, como se o canhotismo, a facilidade que se tem de escrever e utilizar a mão esquerda, fosse uma abominação.

Segundo o dicionário Aurélio a definição para canhoto é:” Inábel, desajeitado e desastrado.”

Hoje em dia esse conceito já não existe, o neurologista Muszkat afirma que, o canhotismo não é um defeito e forçar a criança a ser destra, pode ocasionar numa série de problemas como, atraso na leitura e escrita e, problemas de orientação espacial, fazendo com que a criança sempre tropece ou esbarre em algo.

As dificuldades de um canhoto, em se adaptar num mundo onde são minoria, está principalmente em objetos manuseáveis como, tesouras , carteiras escolares, pentes ou aparelhos que possuem uma cavidade para apoiar o dedo do destro, abridores de lata, luvas, mouses, régua, afiadores de lápis, teclados de computadores e etc...

Ainda hoje não é muito fácil encontrar este tipo de artigo, que facilite o manuseio do canhoto, porém a adaptação de uma criança canhota não deve ser levada a extremos.

É importante se ter a consciência de que, não devemos supervalorizar o que não passa de um detalhe irrelevante.

Quero dizer que, não é necessário adaptar a casa para uma criança canhota, como trocar o corrimão das escadas, tomadas, ou fechadura das portas.

Os canhotos são mais inteligentes?

Em pessoas destras, o lado esquerdo do cérebro usualmente fica responsável pela fala e pela linguagem, enquanto o lado direito controla as emoções, no canhoto ao contrário.

Uma pesquisa aponta que, os canhotos têm mais memória devido as redes de neurônios que se comunicam entre as duas partes do cérebro ser maior se,comparado a uma pessoa destra.

Outra vantagem está na possibilidade do canhoto ser ambidestro, como a função sobre a parte direita do cérebro não está sobrecarregada, o canhoto tem essa facilidade.

O canhoto aprenderá a cumprimentar com a mão direita, a fazer o sinal da cruz também (se for religioso)e descobrirá que, levantar com o pé esquerdo de manhã, não é a causa do mal humor.

Se eu sou canhoto meu filho também será?

Existem estudos que, se apóiam na teoria da possibilidade de pais canhotos terem o dobro de chances de gerarem filhos canhotos, porém não passavam de pesquisas superficiais, já que o que se sabia era a partir da observação e comparação.

Atualmente foi conduzida uma pesquisa por um time da Universidade de Oxford, segundo informou a rede britânica BBC, que indica o gene do canhotismo.

O gene, chamado LRRTM1, parece estar ligado a designar partes do cérebro que controlam cada uma das funções específicas pelas quais ele responde.

Para saber mais sobre o canhotismo, eu indico o livro:

É melhor ser Destro ou Canhoto?

Escrito por Vanderlei Danielski.

A coleção, composta de pequenos volumes, apresenta aspectos da vida da criança: suas dificuldades, angústias e desafios.
Cada livro está esquematizado em forma de perguntas e respostas.
A linguagem é bem simples, em formato de questões e perguntas.

Solidariedade também é coisa de criança


A solidariedade é um assunto que sempre está em moda, o que não está em moda é a prática da tal.

Não temos o costume de sermos solidários, infelizmente só nos lembramos de fazer o bem em datas comemorativas como no Natal, por exemplo.

Muitos ainda, conhecem bem o assunto mas, ao serem indagados sobre qual entidade está ajudando, nenhum nome vem a mente...

Para que a sociedade seja mais consciente devemos começar a nos solidarizar em casa com nossos filhos, e nas escolas, a partir dos educadores.

A criança segue o exemplo dos pais e familiares, fazer doações freqüentes, e permitir que a criança participe, é um dos maiores incentivos.

Porém, um grande problema é o estado de conservação das roupas e brinquedos a serem doados.

Muitas vezes, não sobra um objeto, brinquedo ou peça de roupa que esteja em bom estado, e que, possa ser aproveitado para a doação.

Para que isso não aconteça, e para que, a família se envolva no espírito da solidariedade ...

Ensine seus filhos a não quebrar seus brinquedos.

Guarde bem livros e revistas e, procure um local que receba doações, dê essa idéia à diretoria da escola de seus filhos.

No fim do ano, junte – se a seus filhos e façam com que escolham os presentes semi novos ou em bom estado que deverão ser doados.
Estimule a troca de roupas entre os irmãos, o que não serve mais para o mais velho pode servir no mais novo, explique que, as roupas deverão ser bem cuidadas para que sejam doadas, essa atitude não é somente econômica, é solidária e consciente.
 
 
 
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Especialistas dão dicas de como identificar vítimas de pedofilia

Pais devem estar atentos ao comportamento da criança e procurar ajuda especializada

O número de casos de pedofilia tem crescido porque as vítimas e seus familiares estão denunciando mais, de acordo a DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que prendeu nesta quinta-feira (13) o dono de uma creche suspeito de abusar de cinco crianças. A reportagem do R7 ouviu especialistas sobre como reconhecer possíveis vítimas de pedofilia.

Por meio das investigações, policiais da DCAV conseguiram identificar alguns comportamentos de crianças que já foram vítimas de abusos. Um dos casos ocorreu com uma menina de três anos que, toda vez que era pega no colo por um homem, passava a mão no pênis dele. Os pais acharam estranho e procuraram um psicólogo, que descobriu o abuso. A polícia foi acionada.

A psicanalista e psicóloga jurídica Tamara Brockhausen, especialista em reconhecer crianças que sofreram abuso sexual, pondera que são muitos os sintomas que podem se apresentar, mas nem sempre eles significam que o menor foi violentado de fato. Uma das principais características é a mudança brusca de comportamento.

Entre os sinais, estão dificuldade de contato com pessoas do mesmo sexo do abusador – se foi um homem, a criança pode ter medo de se aproximar de pessoas do sexo masculino –; comportamento regressivo – quando ela volta a fazer xixi na cama ou chupar o dedo, por exemplo -; atitude sexualizada excessiva; medo de sair de casa ou da escola; alterações de apetite; raiva e depressão.

A recomendação para os pais que estão desconfiados é procurar imediatamente a ajuda de um psicólogo especialista no assunto. Também ajuda conversar com outras pessoas que convivem com a criança, como as professoras da escola, que podem identificar mudanças de comportamento.A delegacia recomenda que, assim que descobrirem o caso, os pais procurem imediatamente a polícia e o Conselho Tutelar.

Perfil do pedófilo

De acordo com a DCAV, o perfil dos pedófilos, tanto os que distribuem fotos pela internet, como aqueles que praticam sexo com menores, é o mesmo. Normalmente, são pessoas casadas ou solitárias.

Tamara explica que, ao contrário do que muitos podem pensar, o pedófilo não costumar ter um perfil agressivo. Muito pelo contrário. Ele se apresenta como uma pessoa doce, que dá carinho e atenção, conquistando a confiança do violentado. Muitas são pessoas que trabalham diretamente com crianças.

Falsa alegação

São cada vez mais comuns os casos de falsa alegação de abuso sexual e a incidência é ainda maior após o divórcio, alerta Tamara. Muitas vezes, a mãe tem a ilusão de que o filho está sofrendo abuso por parte do pai e pode acabar, mesmo que sem a intenção, levando a criança a desenvolver tais características.

- Às vezes, a mãe surge com uma ansiedade muito grande em relação à criança e pode, sem querer, acabar alterando a percepção dela. A mãe muito preocupada pode fazer a criança produzir a resposta que ela quer.

Criança Hiperativa

A Criança Hiperativa


Características Gerais da Criança Hiperativa:
-dificuldade em ficar sentada, quieta, necessidade de se mover muito
-fala excessivamente
-bate nas outras crianças, provoca vários conflitos
-impulsiva
-coordenação ou controle muscular pobre, deixa cair as coisas frequentemente
-dificuldade de fixar a sua atenção e distrai-se facilmente
-dificuldade de aprendizagem, causadas por redução nas habilidades perceptivas (visuais, auditivas, e às vezes táteis)
-pobre coordenação ocular-manual afetam a sua capacidade de escrever com facilidade e clareza
-poucos amigos, pois tem pouca habilidade para relacionamentos interpessoais

Importante
O professor não vai diagnosticar e sim fornecer informações.
Vai observar as atitudes da criança, relatar sem opinar e solicitar avaliação por profissional especializado.

Sugestões de Atividades para Criança Hiperativa
-Utilizar materiais calmantes como argila, pintura, areia e água ( experiência tátil ajuda a se concentrar e se tornar mais consciente de si mesma)
-Colocar música clássica
-Massagear as costas ou as mãos da criança (enquanto pintam, por exemplo)
-Realizar exercícios de relaxamento
-Permitir que as crianças corram, que caminhem em grupos, que conversem uns com os outros e que tenham oportunidades de fazer escolhas.

VOCÊ EDUCA NO DIA - A- DIA ?

A responsabilidade de tornar cada criança um cidadão melhor é muito mais da família dessa criança do que da escola ou do Governo. Para que a frase "as crianças são o futuro do país" seja uma frase positiva, as crianças têm que se tornar melhores cidadãos, melhores pessoas. Estudando as matérias da escola, sim, mas fazendo muito mais do que isso - e é aí que a sua responsabilidade, como adulto membro da família da criança, começa a pesar.

Leia as frases abaixo e veja por quantas dessas situações você se esforça, diariamente (atenção: se esforçar não é, por exemplo, só dizer todos os dias: "Filho, não jogue o papel do chiclete no chão!" - é fazer o seu filho voltar, pegar o papel do chão e carregá-lo até encontrar uma lata de lixo.

Uma criança bem educada pelos pais...

  • não faz escândalo no meio da rua, perturbando os passantes
  • não aposta corrida no restaurante, não joga bola com a decoração de Natal da loja, não testa os ouvidos dos outros berrando em lugares públicos
  • joga o lixo no lixo
  • espera a sua vez na fila, junto com todo o mundo
  • desvia o guarda-chuva, quando, aberto, ele ameaça bater num outro pedestre
  • mastiga de boca fechada
  • só fala depois de engulir a comida
  • fala em tom baixo no elevador e em outros locais fechados
  • evita chamar os outros aos berros - vai até eles e fala como um ser civilizado
  • atravessa as ruas na faixa para pedestres
  • empresta seu material escolar a quem precisa
  • empresta seus brinquedos aos amigos
  • evita pular, correr e martelar no chão de sua casa, se esse chão for o teto da casa do vizinho, no andar de baixo

Quanto tempo dura a sua paciência? Conte até 10 (ou 11, 12)


Dr. João Maurício Scarpellini Campos
Talvez você já tenha estado do lado da plateia que faz cara feia, balança a cabeça e critica os pais da criança que, atingida pelo NÃO irrevogável ao exigir um doce ou um brinquedo, promove um show no super mercado ou no shopping ao se atirar ao chão e ficar aos berros. Se hoje você tem filhos, das duas uma: ou já protagonizou um episódio bem parecido ou não deve tardar em enfretá-lo.
O comportamento é típico do desenvolvimento infantil e ilustra uma das tantas situações em que as crianças testam, e acabam com, a paciência dos pais. Passada essa fase, vem outras, perpetuando o exercício da tolerância pela adolescência afora. Contar até 10 e tentar refrear a fúria nem sempre funciona e o adulto não deve se martirizar com a culpa quando os ânimos serenarem. Fique tranquilo: uma vez ou outra todo mundo sai do sério, grita, se exalta. Só não faça disso uma rotina.
Quando não for possível encontrar uma solução a tempo de evitar uma briga, o ideal é conversar, entender os motivos da reação do outro e tentar prevenir repetições. Eis algumas dicas para evitar a perda de paciência dos pais.
Organização
O que tira a paciência - Brinquedos espalhados, roupa embolada no armário, toalha molhada em cima da cama.
Como agir - Regras de convivência estipulando direitos e deveres tornam mais agradável o dia-a-dia da família. As escolas reforçam muito a organização que deve ser incentivada também em casa. A criança pode tirar tudo do lugar, espalhar pelo chão desde que recolha depois. Faça dessas tarefas algo prazeroso, ensinando a importância de cuidar das próprias coisas e não uma punição. Mostre as consequências da falta de organização. Quem guarda um jogo em um lugar diferente a cada dia nunca sabe onde encontrá-lo e quando não estende a toalha após o banho pode ter que se secar com uma toalha molhada. Reforce essas regras sempre, para que o quarto e o restante da casa não se tornem intransitáveis.
Eles acham que sabem tudo
O que tira a paciência - Adolescentes teimosos ou os que nao se dedicam aos estudos.
Como agir - Em discussões intermináveis com argumentações sem fim, procure ser equilibrado e não recorrer à prática pura e simples de autoritarismo. Explicar as razões das proibições, além de ser um exercício de paciência, é fundamental para a educação de seu filho. Há temas negociáveis em cada família e você deve deixar isso bem claro. Mas deve também ceder quando se der conta de que seu filho tem razão. Quanto aos compromissos da escola, é imprescindível estabelecer uma rotina desde os primeiros anos escolares - é preciso ter horário e local para estudar todos os dias, não somente às vésperas das provas. A dedicação ao colégio é inegociável e cabe aos pais acompanhar o que se passa na escola e cobrar um bom desempenho.
Dr. João Maurício Scarpellini Campos é pediatra
scarpellini@terra.com.br
comportamento
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